Nome cientifíco: Vitex sp.
Familia: Lamiaceae
Nome vulgar: Entre as espécies brasileiras mais importantes, destacam-se o Tarumã (Vitex megapotamica) e o Tarumã-Açu (Vitex polygama), que compartilham diversos .nomes vulgares dependendo da região, como maria-preta, azeitona-do-mato, cinco-folhas e velame-do-campo.
Ocorrência: Apresenta uma ampla distribuição, com ocorrências em diversos estados como Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Descrição geral: O gênero Vitex é vasto, compreendendo aproximadamente 300 espécies distribuídas predominantemente nas regiões tropicais e subtropicais de ambos os hemisférios, no Brasil apresenta uma ampla distribuição, grã e textura da madeira de espécies como o Vitex polygama apresenta grã direita e textura fina, o Vitex megapotamica possui textura média, o cerne do Tarumã (V. megapotamica).

Fotomacrografia da madeira de Vitex sp. – a) secção tangencial, b) secção radial, c) secção transversal. Fonte: autor.
Descrição macroscópica: No plano transversal, a madeira de Vitex apresenta poros visíveis a olho nu, de tamanho médio a grande, dispostos de forma difusa e, em alguns casos, em curtos agrupamentos radiais, o parênquima axial é abundante, do tipo paratraqueal aliforme e confluente, formando faixas estreitas que envolvem parcialmente os vasos, os raios são finos e numerosos, distinguíveis sob lente de aumento, dando aparência levemente estriada à superfície, na seção radial, observa-se uma textura média a fina, com raios finos e uniformes, pouco perceptíveis a olho nu, a superfície apresenta brilho suave, com grã geralmente reta e pouco irregularidade estrutural, já na seção tangencial, a madeira exibe aspecto homogêneo e de coloração amarelada, com raios baixos e estreitos visíveis apenas sob ampliação, a textura é média e a coloração varia de amarelo-ouro a marrom-claro, com diferença sutil entre cerne e alburno, de modo geral, a madeira de Vitex é porosa difusa, de textura média e grã direita, apresentando boa aparência e brilho natural, características que favorecem seu uso em movelaria e acabamentos finos.
Referências
CORADIN, V. T. R.; CAMARGOS, J. A. A.; PASTORE, T. C. M.; CHRISTO, A. G. Madeiras comerciais do Brasil: chave interativa de identificação baseada em caracteres gerais e macroscópicos = Brazilian commercial timbers: interactive identification key based on general and macroscopic features. Brasília: Serviço Florestal Brasileiro, Laboratório de Produtos Florestais, 2010. CD-ROM.
LABORATÓRIO DE PRODUTOS FLORESTAIS (LPF); SERVIÇO FLORESTAL BRASILEIRO (SFB); MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO (MAPA); POLÍCIA FEDERAL DO BRASIL. Madeiras comerciais do Brasil: chave interativa de identificação baseada em caracteres gerais e macroscópicos. Versão 1, jan. 2022. Lucid v4 Player. Disponível em: https://keys.lucidcentral.org/keys/v4/madeiras_comerciais_do_brasil/madeiras_comerciais.html.
SANTINI JÚNIOR, L.; FLORSHEIM, S. M. B.; TOMMASIELLO FILHO, M. Anatomia e identificação da madeira de 90 espécies tropicais comercializadas em São Paulo. Ponta Grossa – PR: Atena, 2021.
REFLORA – (2025). Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora.