Nome científico: Malnilkara huberi
Familia: Sapotaceae juss.
Nome vulgar: maçaranduba, aparaiú, balata, parajú entre outros.
Ocorrência: sua ocorência ocorre em diversas regiões do Brasilsendo elas Acre, Amapá, Amazônas, Bahia, Espirito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Cataria.
Descrição geral: Apresenta diferença pouco distinta entre cerne e alburno, com coloração marrom-avermelhada característica, os limites dos anéis de crescimento são distintos, e a madeira exibe brilho visível nas superfícies longitudinais, conferindo-lhe um aspecto lustroso, não possui odor nem sabor perceptíveis, sendo dura ao corte manual no plano transversal, o que reflete sua alta densidade e resistência, a grã é geralmente direita, a textura média e figura ausente, resultando em uma superfície uniforme.

Fotomacrografia da madeira Manilkara huberi – a) secção tangencial, b) secção radial, c) secção transversal. Fonte: autor.
Descrição macroscópica: Na seção transversal, os vasos são visíveis apenas sob lente de 20x de aumento, de diâmetro tangencial médio e porosidade difusa. São pouco abundantes e predominam em arranjos múltiplos radiais, de formato circular a oval, dispostos em cadeias radiais. O parênquima axial é visível a olho nu, ocorrendo em faixas estreitas, lineares ou reticuladas, destacando-se ligeiramente do tecido circundante, o parênquima radial pode ser observado sob lente de 20x na superfície transversal, mas é invisível na tangencial; apresenta-se pouco contrastado, fino, baixo e pouco frequente, a madeira também possui elevado teor de sílica, característica que contribui para seu alto peso e dureza, tornando-a resistente ao desgaste, porém exigindo ferramentas apropriadas no trabalho mecânico.
Referências
REFLORA – (2025). Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora. Acesso em: 28 out. 2025.
RIBEIRO, E. S. Comercialização de madeira serrada de florestas naturais em Mato Grosso: um diagnóstico do setor de base florestal. 2013. 116 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais e Ambientais) – Faculdade de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá. 2013.
RIBEIRO, E. S. Propriedades tecnológicas de vinte espécies de madeiras tropicais comercializadas pelo estado de Mato Grosso. 2017. xxvi, 183 f., il. Tese (Doutorado em Ciências Florestais) —Universidade de Brasília, Brasília, 2017.