Nome científico: Mezilaurus itauba
Familia: Lauraceae juss.
Nome vulgar: itauba, iatuba-abacate, itauba-amarela, itauba-preta, itauba-vermelha e louro-itauba.
Ocorrência: sua ocorência abrange amplameente a região amazônica, sendo encontrada nos estados do Acre, Amazônas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Mato Grosso.
Descrição geral: A madeira apresenta diferença nítida entre cerne e alburno, exibindo coloração oliva-amarelada a verde-oliva, tonalidade que se intensifica pela fotooxidação, seus anéis de crescimento são distintos, delimitados por zonas fibrosas tangenciais mais escuras, possuindo superfície sem brilho, com cheiro agradável e perceptível, e gosto imperceptível, sendo uma madeira dura ao corte manual na secção transversal, com grã direita ou revessa, textura média e figura ausente, quando seca, o cerne da itaúba apresenta variação de cor entre oliva e marrom-amarelado. Sua textura permanece média, com brilho discreto e grã variando de ondulada a entrecruzada, apresentando cheiro e sabor indistintos na madeira seca.

Fotomacrografia da madeira Mezilaurus itauba – a) secção tangencial, b) secção radial, c) secção transversal. Fonte: autor.
Descrição macroscópica: Na secção transversal, os vasos estão presentes e visíveis a olho nu, apresentando diâmetro tangencial médio e porosidade difusa. São pouco abundantes e ocorrem predominantemente em agrupamentos múltiplos, com formato circular a oval, dispostos em cadeias radiais, o parênquima axial é pouco distinto, observável apenas com lente de 20x de aumento, sendo paratraqueal vasicêntrico escasso. Já o parênquima radial é visível sob lente de 20x na superfície, e, na secção tangencial, os raios também são perceptíveis somente com lente de 20x de aumento.
Referências
RIBEIRO, E. S. Propriedades tecnológicas de vinte espécies de madeiras tropicais comercializadas pelo estado de Mato Grosso. 2017. xxvi, 183 f., il. Tese (Doutorado em Ciências Florestais) —Universidade de Brasília, Brasília, 2017.
RIBEIRO, E. S. Comercialização de madeira serrada de florestas naturais em Mato Grosso: um diagnóstico do setor de base florestal. 2013. 116 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais e Ambientais) – Faculdade de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá. 2013.
REFLORA – (2025). Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora. Acesso em: 28 out. 2025